Por que nos desconectamos da nossa essência?
- Jaqueline Aguiar
- 2 de set. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de ago. de 2020

Quem já se sentiu desconectado com seu propósito de vida? Com quem você é de verdade? Com a sua essência? Por que muitas vezes para nos "encaixar", acabamos agindo diferente da forma como gostaríamos de agir? Acabamos sendo diferentes de como gostaríamos de ser.
Uma das principais necessidades do ser humano é o de significância, termos significado. É pela necessidade de significância que uma pessoa entra em um lugar em chamas para salvar outra pessoa que ela nem conhece. Ela quer ter significado.
Algumas pessoas para se sentirem significantes podem achar que precisam de aprovação dos outros. Muitas sentem necessidade de pertencimento.
Ao nascermos, nós viemos ao mundo "crús", sem nenhum conhecimento, tudo, absolutamente tudo que aprendemos foi porque alguém nos ensinou, você até pode ter aprendido algo sozinho, mas geralmente envolveu um terceiro.
Algumas pessoas tem a crença que existem outras vidas, crenças essas que fazem parte de mim também, mas mesmo assim, é através das outras pessoas que vamos adquirindo nossas experiências.
Ao nascer e sem conhecimento, vamos agindo por instinto, conforme vamos crescendo, vamos aprendendo as coisas, primeiramente, através de nossos pais e/ou através do núcleo familiar (avós, tios, irmão), depois através de nossos professores, nossos amigos, nossos colegas.
Lá na nossa infância, quando nossa criança não sente a aprovação e a aceitação necessária para se desenvolver de acordo com sua essência, capacidade e características, ela vai se encaixar naquilo que sente ser permitido realizar.
Sim, acredito que muitas vezes podemos trazer isso de outras vidas, mas isso vem como forma para trabalharmos esses aspectos nessa, caso você também compartilhe dessa crença.
Seja qual for a situação, tudo tem haver com a forma que interpretamos o que nos foi passado e sempre é bom lembrar, que isso nos foi passado também por alguém, com seus medos, inseguranças e com seus padrões de comportamento estabelecidos de acordo com a maneira que foi criado e experiencias vivenciadas.
É bem normal vermos a família direcionar, orientar até como forma de proteger a criança, mas isso é feito também de acordo com o que essa família aprendeu com outras pessoas e dependendo de como isso acontece, a criança cresce reprimida por não receber a permissão ou a aprovação para se expressar diante da vida e isso acaba ficando no seu inconsciente.
E aí nós crescemos, nos tornamos adultos e junto com a vida adulta trazemos toda essa bagagem. E ao crescer, a criança agora adulto, pode fazer suas próprias escolhas, mas é bem comum que ao fazer suas próprias escolhas, as mesmas serem baseada nesse sistema de crenças internas, criadas por condicionamentos mentais e emocionais que desencadeia padrões de comportamento, de sentimentos e de pensamentos baseado nas experiencias que viveu. E, se nas experiências que vamos vivenciando na fase adulta nos depararmos com a dificuldade de nos expressar, de sermos aceitos e de recebermos a permissão e a aceitação que necessitamos, nós criamos uma série de limitações e bloqueios que está conectado com nossa criança, impedindo que nossa essência transborde para o mundo.
Isso acaba ocorrendo por causa do medo, tão presente dentro de nós e que se conecta intimamente com nossa infância, com aquela criança que você foi e com o adulto que você se tornou.

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